quarta-feira, 3 de abril de 2013

CASA DE BAMBA traz Jorge Riba e celebra 2 anos de Samba no Centro Histórico


O Ateliê Multicultural Elioenai Gomes celebra neste próximo sábado (06/04) o aniversário de 02 anos do Casa de Bamba, projeto autoral que traz o melhor do samba de raiz da Paraíba e estados vizinhos. Nesta edição o convidado especial é o cantor e compositor Jorge Riba, que apresenta seu primeiro CD, intitulado Meu Recado. 

Também se apresenta o Clube do Samba de Mesa, que teve sua acensão como banda residente do projeto durante o primeiro ano. O intercâmbio entre Paraíba e Pernambuco é uma característica forte do Casa de Bamba, que já trouxe outros nomes como Luiza Pérola e Karynna Spinelli. Os ingressos custam 15 reais e podem ser adquiridos na portaria do Ateliê Multicultural a partir das 17h. Mais informações pelos telefones 8730-9629 e 8779-0653.

                                      

JORGE (SEU) RIBA. Músico, Cantor, Compositor e principalmente amante do samba e das artes.  Ariano de abril de 65, recifense  nascido na Boa Vista e criado no Morro da Conceição, e nas praias de Rio Doce.
Com 30 anos de carreira artística dedicados ao desenvolvimento e reconhecimento da cultura afrodescendente no estado de Pernambuco, Jorge Riba, sócio Fundador dos primeiros afoxés de Recife, e um dos primeiros compositores de musicas para estas agremiações, foi um dos maiores incentivadores à criação dos blocos de samba, afros e afoxés do estado, buscando sempre o reconhecimento e a valorização da identidade negra pernambucana. Akewi dos grandes afoxés do estado, militante do movimento negro pernambucano, sócio fundador do Ará Ode, Alafin Oyó e Oxum Pandá, Jorge Riba sempre buscou fortalecer as ações afirmativas para a o fortalecimento da cultura negra em Pernambuco e no Brasil.

Foi compondo a ala das frigideiras da extinta Unidos da Vila (rio Doce) aos 12 anos, acompanhando sua mãe na quadra da GRES Gigante do Samba em Água Fria, vendo o avô paterno organizar o MBS Águia de Ouro, e observando e imitando os ogãs dos terreiros de candomblé quando acompanhava sua avó e sua madrinha na infância, que o artista teve seu primeiro contato com a música.
Sendo um dos primeiros integrantes do Lamento negro participa do surgimento do Mangue Beat. Fez parte da primeira formação da Banda de Ívano, Marcelo Santana, na década de 1980/1990, ainda neste período estrutura os principais afoxés de Pernambuco, na década de 2000 funda com Garnizé “Los Mambises Santeros” realizando o primeiro intercambio entre Cuba e Pernambuco.

Em 2003 que Jorge Riba decide abraçar de vez o samba. E como não podia ser diferente, vem fazendo história, por ser um dos responsáveis pelo movimento recifense de retorno e de valorização do samba. Participou da primeira formação do Grupo Zé Cafofinho e suas correntes, e junto com outros sambistas fundou oMovimento de Compositores de Samba de Pernambuco e sua Mesa de Samba Autoral de PE. Mas se enganam aqueles que pensam que Jorge Riba é novo no samba. Aos 16 anos o artista compôs seu primeiro samba: Lucia, um samba bossa-nova dedicado a sua primeira namorada. E ainda na década de 80,  compôs o samba-jazz Estação, quando morava ainda em Salvador. Ambas as músicas estão no seu primeiro CD lançado em março do ano passado.

Nestes 30 anos de carreira artística Jorge Riba viajou o mundo (circulando na Inglaterra, Alemanha Itália e Portugal) e morou em outras partes do país, onde bebeu um pouco de sua fonte musical, como Salvador (ainda na década de 1980) e Pará.
Em 2007 Jorge Riba lança o CD single O FINO DO SAMBA, em março de 2010 Lança seu primeiro CD solo no mercado. O CD MEU RECADO, com incentivo Funcultura. Este pré-selecionado para o Premio da Música Popular Brasileira 2011 e o Premio Ancinpe da Música Pernambucana 2011 como melhor CD de samba.









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