domingo, 23 de setembro de 2012

Setembro Fotográfico - Exposição "A Cidade" de Hudson Azevedo


SETEMBRO FOTOGRÁFICO NO ATELIÊ 

É com grande alegria que o Ateliê Multicultural Elieonai Gomes abre as portas da Galeria da Ladeira para receber a Exposição "A Cidade" do fotógrafo Hudson Azevedo dentro da programação do Setembro Fotográfico, de curadoria do Fotógrafo Gustavo Moura.  O coquetel e a batucada de abertura será na próxima quarta feira, dia 26 de setembro. O Ateliê fica na Ladeira da Borborema, 101, Varadouro, Centro Histórico de João Pessoa. Informações: 87309629/ 88030786

Sobre a Exposição - Sílvio Osias

"A General Osório vista de cima, sem movimento, com árvores e postes de iluminação no meio da rua, Lá no fundo, à esquerda, já existia o prédio do Ipase. à direita ainda não havia o edifício que dicou conhecido como 18 andares.

O olhar continua na subida e descida da Guedes Pereira, agitada, já asfaltada. o Paraíba Palace Hotel, ao fundo. Ou, ainda, na Padre Meira, com uma marinete e alguns carros de passeio, todos em direção à Lagoa. Mais na frente a Getúlio Vargas, com o Lyceu à direita e a Igreja Batista na altura da Faculdade de Filosofia. Lá longe, nenhum sinal do crescimento vertical da cidade.


A Ford estacionada em frente a Igreja São Francisco pode nos aproximar da época em que a foto foi feita. A velha sede de A União, no lado esquerdo da Praça João Pessoa, também nos situa em algum lugar do passado. Como os carros estacionados diante da Faculdade de Direito e do Palácio da Redenção.

As praias, às vezes, se mostram desertas. No Cabo Branco, a avenida ainda não substituíra a estrada de areia. Do outro lado, Manaíra exibe os sinais de que a cidade crescia em direção ao mar.

O autor desse olhar é Hudson Azevedo, que fotografou João Pessoa nas décadas de 50, 60 e 70 do século XX. Dono de um foto  na Duque de Caxias., autor das imagens que víamos nos cartões postais, mais tarde funcionário da UFPB. Hudson fotografou uma cidade em crescimento. Mas ainda cheia de traços do passado que logo se perderiam no tempo. 

A vista do viaduto, construído quatro décadas atras sobre o Ponto de Cem Reis, pode ser o elo entre  o velho e o novo, entre a cidade que aparece na quietude da General Osório e a que começava a crescer velozmente em direção à orla. 



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